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Archive for 7 de abril de 2011

“Porque nada podemos contra a verdade, senão a favor da verdade”.

A Questão da Unidade vem a ser uma que, vezes demais, é citada com triunfalismo pelos católicos romanos. Dizem-nos eles que, apesar de termos somente a Bíblia como regra de fé e prática, não concordamos entre nós mesmos em alguns pontos importantes. E, uma vez que as várias ramificações do Protestantismo se contradizem umas às outras, segue-se que a verdadeira Igreja não pode ser nenhuma delas e nem a soma delas, mas, sim, somente a Igreja Católica Romana.
Um princípio correto, mas utilizado falaciosamente. Na verdade, este argumento acima parte de um princípio correto, que é, a saber, a lei da não-contradição: duas posições não podem estar certas quando se contradizem, porque a verdade não é contraditória. Entretanto, o que os incautos apologistas católicos romanos não percebem é que há um salto de raciocínio em sua afirmação. O silogismo de que “A verdade não é contraditória; as igrejas protestantes se contradizem; logo, a Igreja Católica Romana é a verdadeira Igreja” é notoriamente falacioso. As premissas não respaldam a conclusão do ingênuo proponente. O erro de quem normalmente se vale desta falácia é supor que a sua linha de pensamento vem a ser mais conclusiva do que é, na realidade. Aponta-se uma conclusão que é tida por necessária quando, efetivamente, não é.
Um critério de avaliação notoriamente arbitrário, e absolutamente nada conclusivo. Quando o católico se vale da divisão e discordância das outras igrejas e aponta para a sua unidade, para dizer que sua igreja é a verdadeira, se esquece que qualquer pessoa de outro grupo religioso poderia dizer o mesmo. O fato é que, assim como o católico poderia dizer que “A minha igreja é certa porque as outras ensinam coisas contraditórias e não têm unidade entre elas”; da mesma forma, e valendo-se do mesmo raciocínio, um batista brasileiro, só para citar como exemplo, também poderia dizer que a sua igreja é a certa porque as outras estão divididas e ensinam coisas que se contradizem mutuamente. De fato, forma de juízo semelhante não favorece a posição dos católicos (na verdade, não favorece qualquer posição) e funda-se num critério evidentemente arbitrário, qual seja, o de analisar todas as igrejas evangélicas conjuntamente, sendo que comparadas com a Igreja Romana sozinha; embora, decerto, os papistas não consintam, em hipótese alguma, que um protestante se valha do mesmo tipo de julgamento, considerando a sua igreja em relação “às outras”, e incluindo nesse grupo genérico a Igreja Romana.
Apelo dos apologistas católicos romanos a um sofisma para negar uma verdade bíblica da fé evangélica. Outra forma em que os apologistas romanos colocam a questão da unidade é com relação à validade de Sola Scriptura. Dizem-nos que, caso este fosse um princípio verdadeiro, não haveria tantas discordâncias entre os protestantes e isto, em pontos importantes. Ao afirmarem tal coisa, porém, os papistas também se valem de um argumento falacioso. Pois, se a verdade acerca de Sola Scriptura pudesse ser definida na ausência de divergências, então teríamos um impasse indissolúvel. Afinal, os demais grupos religiosos que não aderem a posição protestante de Sola Scriptura também divergem em pontos importantes; na verdade, diga-se, eles divergem no ponto mais importante que pode haver: na própria identificação de sua regra de fé. O que demonstra que esta linha de argumentação também não é tão conclusiva quanto os nossos oponentes supõem.
Uma confusão de termos e conceitos que engana a muitos incautos. A questão da unidade também serve para que alguns papistas rejeitem a crença protestante de que o Espírito ilumina os crentes a fim de que possam entender a verdade bíblica. Em face das divisões entre os protestantes, os papistas argumentam que, se o Protestantismo fosse verdadeiro, o Espírito Santo estaria em contradição, por inspirar indivíduos a crerem em algo diferente acerca de certos pontos doutrinários.
O que aqueles que se valem desta linha de argumentação ignoram, por conveniência ou não, é que iluminação não é igual à inspiração. Deveras, a iluminação abrange a cada crente, embora isto não seja igual à inspiração e não garanta qualquer infalibilidade ao indivíduo. Razão pela qual é impróprio nossos oponentes questionarem se o Espírito ilumina a cada crente, capacitando-o a entender as verdades divinas, como as Escrituras garantem (Ef 1.17-18; 1 Co 2.15ss), com base no fato de que há divergências entre os cristãos. O Espírito prover ao crente a capacidade de entender não é a mesma coisa de o Espírito prover infalibilidade, mas, sim, dar os meios de conhecer a verdade. Com efeito, o Espírito Santo e a Palavra que Ele próprio inspirou não se divorciam. A Palavra de Deus é viva porque o Espírito Santo fala por meio dela ao crente. Como o crente vai entender a Palavra de Deus, se vai entender corretamente, isto tem a ver com meticulosidade no exame da Escritura e não, em si, quando há erro de interpretação, com erro na iluminação provida pela terceira pessoa da Santíssima Trindade.

Conclusão

Os argumentos papistas sobre a questão da unidade não são tão conclusivos quanto eles supõem. Na verdade, não apenas não são conclusivos, como também, muitos deles são notoriamente falaciosos. É lamentável que alguns se deixem enganar por proposições tão inconsistentes como as que tratamos de rebater nestas linhas, e mais lamentável ainda que indivíduos não critiquem a sua apologética e se valham de artifícios assim para lançar dúvidas em cristãos e manter engodados a tantos outros.

Professor Paulo Cristiano

Presbítero da Igreja Evangélica Assembléia de Deus

Professor de Religiões

Vice-presidente do CACP e escritor

Fonte: Protestantismo

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Há alguma evidência da existência da arca de Noé?
Caro leitor, o explorador norte-americano John Liibi, acompanhado de auxiliares, escalou em 1954 o monte Ararat, que se ergue a 5.165 metros junto às fronteiras da Turquia, do Irã e da Rússia. Seu objetivo – localizar a arca de Noé.
Em seu impressionante relatório, Liibi alegou que a expedição, apesar dos muitos obstáculos, foi altamente compensadora, pois ele teve a arca diante de seus olhos a uma distância de apenas 60 metros, encravada na vertente sudoeste do setor turco da montanha, parcialmente soterrada e coberta de gelo.
São muitos os testemunhos acerca da existência, nos cumes gelados do Ararat, de algo semelhante, pelo aspecto, a um grande navio.
Em 1917, um piloto russo afirmou ter notado os restos de um estranho e enorme barco, justamente na região apontada por Liibi e outros exploradores como sendo o sítio da Arca de Noé.
Quanto às águas do Dilúvio, é bom lembrar que dentre as aparentes dificuldades apresentadas pela narrativa do evento destacam-se o seu caráter global e a grande quantidade de água necessária para cobrir todas as montanhas, até mesmo as mais elevadas, a fim de que o juízo divino atingisse toda a terra.
Diz a Bíblia que no segundo dia da criação havia águas “debaixo da expansão” e águas “por cima da expansão”, sendo as de baixo as existentes na Terra, como os mares, lagos e rios. As águas por cima seriam uma grande lente de gelo, que protegia a Terra das prejudiciais radiações cósmicas. Foram estas águas que caíram, alterando profundamente o sistema aerotelúrico e provocando o desaparecimento dos grandes répteis antediluvianos.
Quanto à possibilidade dessas águas cobrirem os mais altos montes, informam os cientistas que a altitude mediana da superfície da Terra é de apenas 800 metros acima do nível do mar, enquanto a profundidade média de todos os oceanos é de quatro mil metros, sendo a terra, portanto, um planeta aquoso, com cerca de 71 por cento da sua superfície coberta por águas.
Acrescente-se a esses dados a possibilidade da superfície da Terra, antigamente, ser bem menos acidentada que hoje. Assim não haveria, antes do Dilúvio, montanhas como o Himalaia, nem talvez, elevações como os Andes e os Alpes.
Para que o mundo pudesse abrigar os grandes animais de que nos fala a História Natural, tinha de ser destituído de quaisquer montanhas altas capazes de formar barreiras físicas e climáticas. Se eliminássemos todas as irregularidades da superfície da terra, tanto acima como abaixo da água, de modo que não houvesse em parte alguma depressões ou cavidades, não se veria terra alguma. Os oceanos cobririam o globo inteiro numa profundidade de aproximadamente 250 metros.
Quanto a possibilidade de se ocorrerem transformações topográficas, a História apresenta inúmeros exemplos. Em agosto de 1883, o vulcão Perbuatão, na ilha de Cracatoa, explodiu e fez afundar a maior parte da ilha, que tinha anteriormente uma área de 40 quilômetros quadrados. Em 1950, na Índia, um terremeto transformou a configuração de cordilheiras inteiras na região do Himalaia, e, mais recentemente, os tsunamis de 26 de Dezembro de 2004 alteraram a geografia de alguns países no sudoeste da Ásia.

Em que sentido os cemitérios fósseis relacionam-se com um dilúvio global?
É bem verdade, caro leitor, que as escavações arqueológicas, realizadas em várias partes do mundo, têm acumulado provas da existência de um grande dilúvio global. A esse respeito registrou o colunista Dalton Ramos Maranhão em um periódico paulistano:
Veja-se, por exemplo, a existência de enormes cemitérios fósseis, encontrados pelo mundo todo. Quase sem exceção, a aparência é de que esses foram sepultados subitamente, porém não está acontecendo agora algo semelhante. É fato conhecido que os poucos peixes que morrem naturalmente, são quase que imediatamente devorados por outras criaturas. Não se acumulam no fundo dos oceanos ou dos rios. No entanto, os leitos de peixes fósseis encontrados se estendem por quilômetros em todas as direções e contêm enterrados cardumes inteiros, aos milhões. Eles têm toda a indicação de terem sido enterrados vivos e com certa rapidez, em um grande cataclismo geral, abarcando o globo.
O mesmo se pode dizer dos grandes depósitos de répteis fossilizados em outras partes do mundo, como nas Montanhas Rochosas e Colinas Negras. Os admiráveis leitos de elefantes, na Sibéria; os leitos de cavalos, na França; os leitos de hipopótamos, na Sicília, e os acúmulos de organismos marinhos que provavelmente foram a maior parte dos depósitos estratificados do mundo, apontando para uma catástrofe mundial. De nenhuma outra maneira pode ser explicada a súbita extinção dos dinossauros e dos grandes mamíferos do passado.
E os depósitos de elefantes ou mamutes da Sibéria? Literalmente, milhões desses animais foram sepultados nos atuais desertos daquela região e ilhas do Norte. Os cientistas afirmam que esses animais morreram afogados, embora se saiba que os elefantes são fortes nadadores e podem nadar por muito tempo. É o mesmo caso dos rinocerontes, que agora são tão estranhos na Sibéria como os elefantes. Evidentemente viviam naquela região, onde o clima era quente e a vegetação abundante, encontrada ainda nos estômagos dos animais fossilizados.

F. C. Hibben escreveu a respeito dos fósseis da Sibéria:

Há evidências de perturbações atmosféricas, de violência sem igual. Tanto mamutes como bisões foram dilacerados e torcidos como que por mãos cósmicas em fúria divina. Os animais foram simplesmente dilacerados e espalhados através da paisagem como se fossem palha e barbante, embora alguns deles pesassem várias toneladas.

Quanto mais são examinados os cemitérios fósseis, mais evidente se torna a historicidade do Dilúvio bíblico, que foi global e ocasionou uma mudança drástica no clima da Terra. Alguns dos milhões de animais encontrados no norte extremamente frio estão tão bem preservados que a carne, quando delegada, presta-se à alimentação, e isso após tantos milhares de anos! Tudo faz crer que tais animais pastavam tranqüilamente num clima quente quando foram atingidos por uma repentina catástrofe, pois nenhuma outra explicação satisfaz ao bom senso do pesquisador honesto. Nem a morte natural, nem o afogamento por meios comuns, nem a morte por doença. Resta, apenas, a narrativa bíblica.

Seria a arca de Noé grande o bastante para abrigar tantos animais?
A Bíblia, caro leitor, descreve a arca como uma enorme caixa flutuante, sem proa nem popa, pois se destinava apenas a flutuar sobre as àguas. Media 300 côvados de comprimento, 50 de largura, e 30 de altura, o que corresponde, em metros, a aproximadamente 135m x 22,50m x 13,50m. Tão grande que só recentemente se construíram navios maiores!
A arca tinha três pisos – um inferior, um segundo e um terceiro. Mesmo destinando 2.830 metros cúbicos de espaço para armazenagem de víveres e alojamento de Noé e sua família, sobraram ainda 36.800 metros cúbicos de espaço útil, o que equivale à capacidade de lotação de 480 vagões de gado, desses ainda hoje usados em nossas estradas de ferro!
Informam os cientistas que, das aproximadamente três mil espécies de animais classificadas pelos zoólogos, apenas cerca de trezentas incluem algumas que são maiores que o cavalo. Umas duas mil e duzentas espécies não são maiores que o coelho. Assim, Noé teve que cuidar de poucos animais grandes, uma vez que os animais marinhos ficaram fora da Arca. Por outro lado, as espécies bíblicas introduzidas por Noé na Arca não são as mesmas de hoje classificadas pelos cientistas, pois todos os tipos cruzáveis da família canina, por exemplo, podiam descender de um único par. Dentro desse critério, torna-se claro que a capacidade da Arca era mais que suficiente para abrigar todos os números representativos de cada “gênero” de animal terrestre.
O professor Antônio Neves de Mesquita, após registrar várias expedições destinadas a localizar a Arca de Noé, pergunta: “Seria isso necessário à confirmação do fato histórico do Dilúvio?”. E responde:

Certo que não. O fato está confirmado, não apenas pelo Gênesis, mas por todas as lendas e folclores das nações antigas. É um fato bem confirmado. Para corroborar estas informações, vem agora a arqueologia dizer-nos que na Macedônia foi encontrada uma camada uniforme de areia, depois de uma de detritos e restos da última civilização caldaica e, por baixo desta, outra camada de uma civilização anterior, e bastante desenvolvida. Que camada seria esta? Que rio ou mar teria interferido entre a primeira civilização e a última? Os sábios não têm dúvida. Essa camada representa a areia deixada pelo Dilúvio, que não inundou apenas toda a área, mas teria, naturalmente, produzido uma erosão tremenda no local, arrastando e arrasando elevações. Quando as águas diminuíram, ficou, então, no fundo, essa camada. Por cima dela foi constituída a civilização sumeriana e acadiana, como nos relata Gênesis no capítulo 11.
A Bíblia faz muitas referências ao Dilúvio, tanto no Antigo Testamento como no Novo, afirmando que o motivo dessa catástrofe foi o pecado.
Jesus, referindo-se ao tempo de seu retorno, disse: “Como foi nos dias de Noé, assim também será a vinda do Filho do Homem. Pois nos dias anteriores ao Dilúvio, o povo vivia comendo e bebendo, casando-se e dando-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca; e eles nada perceberam, até que veio o Dilúvio e os levou a todos. Assim acontecerá na vinda do Filho do Homem”.

Fonte: Protestantismo

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