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Archive for agosto \24\UTC 2010

Por William McCall

Foram os terremotos recentes no Haiti e Chile juízos de Deus? E o tsunami no Oceano Índico em 2004? E o furacão Katrina em 2005? Parece que toda vez que ocorre uma catástrofe de grandes proporções, algum perito religioso dá a Deus o crédito da culpa.

Deus é rápido para infligir desastres? Ele não se importa quando pessoas inocentes sofrem? Deus é um terrorista que atinge tanto as pessoas boas quanto as pessoas más, sem aviso?

Este tipo de opinar, depois do fato, aparece como auto-justificativa, e pinta Deus como um tirano. Isso leva muitas pessoas a rejeitarem o Deus da Bíblia, tendo-o como injusto, vingativo, e pronto para destruir a vida humana em qualquer momento. É fácil, basta ler a Bíblia, para ficar com a ideia de que Deus está constantemente infligindo desastre sobre os seres humanos. Mas é importante ter em mente que o Antigo Testamento abrange milhares de anos, assim os juízos sobre os ímpios são raros. No entanto, existem histórias na Bíblia sobre Deus infligindo desastres naturais na Terra, por isso é importante que nós examinemos algumas dessas lições para ver o que elas podem nos ensinar, enquanto contemplamos as catástrofes que atingem o nosso planeta hoje.

O Dilúvio de Noé

O primeiro registro bíblico de um julgamento de Deus é a história do Dilúvio. E a primeira pergunta que surge em nossa mente é: Por que um Deus amoroso destruiu toda uma população global de seres humanos a quem ele mesmo havia criado? A Bíblia dá a resposta. Descrevendo o mundo antes do dilúvio, ele diz: “A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra. Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia da violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra” (Gênesis 6:11-13). Em nosso mundo moderno, nós encarceramos as pessoas violentas como uma proteção para a sociedade. Mas o que acontece quando toda a ordem social torna-se violenta? Esse aparentemente foi o caso antes do Dilúvio. Quando Deus olhou para baixo na terra, Ele
viu que os seres humanos tornaram-se tão perversos que Ele se arrependeu mesmo de tê-los criado! E a solução era destruir o mundo.

Mas primeiro ele mandou o seu servo Noé construir um grande barco, chamado de “arca”, em que qualquer pessoa que desejasse poderia ser salva. Então, Ele deu a Noé 120 anos para dizer ao povo o que estava por vir. Infelizmente, no final, apenas Noé e sua família escolheram entrar na arca.

Desta história podemos aprender duas lições importantes sobre as catástrofes naturais que Deus provoca. Primeiro, ele adverte as pessoas sobre o desastre à frente do tempo, com antecedência e, segundo, ele fornece uma maneira de escapar.

Sodoma e Gomorra

Nós vemos estas mesmas lições da história em Sodoma e Gomorra, duas cidades muito ímpias no tempo de Abraão. De acordo com a história da Bíblia, Deus enviou dois anjos a Sodoma para avisar as pessoas do seu plano de destruir a cidade, mas em vez de aceitarem o aviso, os cidadãos tentaram atacar os anjos. Ló os protegeu, e eles passaram a noite com ele e sua família. Na manhã seguinte, eles apressaram Ló e sua família para fora da cidade antes que ela fosse destruída. Novamente, vemos que Deus deu um aviso e forneceu uma maneira de escapar, mas as pessoas se recusaram a aceitá-la. Devido à relação de Ló e Abraão, os anjos levarem ele e sua família para fora da cidade, quase contra a vontade deles.

Há uma outra lição da história de Sodoma e Gomorra. Vou começar por dar-lhe um teste simples de seu conhecimento da Bíblia. Verdadeiro ou falso: Abraão orou para a destruição de Sodoma. A resposta, evidentemente, é falso. Abraão orou para que Deus poupasse Sodoma. A Bíblia diz que Abraão, se aproximou de Deus e disse: “Destruirás o justo com o ímpio? Se houver, porventura, cinqüenta justos na cidade, destruirás ainda assim e não pouparás o lugar por amor dos cinqüenta justos que nela se encontram? Longe de ti o fazeres tal coisa, matares o justo com o ímpio, como se o justo fosse igual ao ímpio; longe de ti. Não fará justiça o Juiz de toda a terra? Então, disse o SENHOR: Se eu achar em Sodoma cinqüenta justos dentro da cidade, pouparei a cidade toda por amor deles” (Gênesis 18:23-26).

A partir disso aprendemos que havendo algumas pessoas boas em uma população, uma população inteira pode ser poupada da destruição.

A história de Jó

Os dois primeiros capítulos na história bíblica de Jó nos ajuda a compreender algo mais sobre a relação de Deus para com o desastre, embora neste caso o desastre foi a um único indivíduo e sua família. A história começa com uma conversa entre Deus e Satanás. Deus considera Jó como um dos seus servos mais fiéis, mas Satanás desafia-o sobre isso. Claro, Jó lhe serve! Satanás diz com vigor. Veja como Você o abençoou! Ele tem 7.000 ovelhas, 3.000 camelos, 1.000 bois e 500 jumentos! Jó é um homem rico! Em seguida, vem o desafio de Satanás, Tire tudo o que possui, e Jó vai te amaldiçoar na tua face.

Então, Deus diz a Satanás, Vá em frente. Leve tudo para longe dele. Só não toque o seu corpo.

Em 24 horas, a riqueza de Jó foi exterminada. Porém, através de toda esta perda da riqueza, Jó manteve sua fidelidade a Deus.

Então, Satanás volta para Deus e diz: OK, Jó foi fiel a você mesmo perdendo toda a sua riqueza, mas deixe-me tocar em seu corpo, e ele te amaldiçoará na tua face!.

Então, Deus disse: Vá em frente. Prejudique-o fisicamente. Apenas poupe sua vida.

Logo Jó irrompe com furúnculos por todo o corpo. A dor é tão insuportável que a esposa diz: “Por que você não amaldiçoa a Deus e morre?” Durante a maior parte do resto do livro, quatro amigos de Jó (se é que podemos chamá-los assim) continuam insistindo que o seu sofrimento é uma punição de Deus por seus pecados. Mas Jó mantém a sua fidelidade a Deus.

Para o nosso propósito neste artigo, o ponto da história é que o sofrimento de Jó foi causado por Satanás, e não por Deus. Este é um ponto extremamente importante para observarmos como nós consideramos as causas das catástrofes naturais que atingem o nosso planeta.

A História de Jonas

Jonas dá-nos a história de um julgamento de Deus que não aconteceu. Esta história revela mais sobre o coração de Deus do que todas as outras histórias sobre os seus juízos, na Bíblia. Jonas é um profeta israelita, e Deus lhe diz para ir a Nínive e avisar os seus habitantes que a cidade seria destruída em 40 dias. Nínive era a capital da antiga nação assíria e uma cidade muito ímpia. Os assírios eram um povo cruel, que foram responsáveis pela captura, deportação e escravização das tribos do norte de Israel.

Jonas teve medo de ir a Nínive e realmente tomou um barco no Mediterrâneo na direção oposta! Você sem dúvida sabe o resto da história: Deus faz com que uma grande tempestade apareça, os marinheiros jogam Jonas no mar, ele é engolido por um peixe grande (a Bíblia não o chama de baleia), e o peixe o cospe para fora em terra seca. Novamente, Deus manda Jonas para advertir o povo de Nínive que sua cidade estava prestes a ser destruída, e desta vez Jonas coopera. E o povo responde. Eles se arrependem, e a cidade é poupada.

Jonas ficou zangado com Deus quando a cidade não foi destruída, mas Deus disse, “Nínive tem mais de cento e vinte mil pessoas que não sabem nem distinguir a mão direita da esquerda, além de muitos rebanhos. Não deveria eu ter pena dessa grande cidade?” (Jonas 4:11). Aparentemente, Deus não somente teve compaixão do povo, mas do seu gado também!

Contrariamente à percepção de algumas pessoas do Deus do Antigo Testamento, Ezequiel cita Deus dizendo: “Tão certo como eu vivo. . . Não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim que se converta dos seus caminhos, e viva'” (Ezequiel 33:11).

O que nós aprendemos

Aprendemos várias lições dessas histórias bíblicas sobre catástrofes naturais. Em primeiro lugar, a partir da história de Jó, nós aprendemos que Satanás e não Deus é muitas vezes a causa das catástrofes. No entanto, quando os seres humanos chegam a um certo ponto em seus maus caminhos, Deus pode resolver o problema, provocando um desastre natural que destrói. Mas, se o desastre é verdadeiramente de Deus, Ele vai avisar o povo antes do tempo. Se se arrependerem e mudarem seus maus caminhos, Ele pode mudar seu propósito e se recusar a trazer o desastre. Se o povo como um todo não se arrepender, ele irá fornecer uma maneira para que aqueles que são leais a ele escapem.

Mas talvez a lição mais importante que podemos aprender com essas histórias da Bíblia é que não é de nossa alçada fazer juízos de valor sobre as vítimas de um desastre. Eles têm bastante sofrimento para lidar logo em seguida. Eles não precisam de nós culpando-os pelo desastre. Como cristãos, ao invés de condená-los, devemos fazer tudo que pudermos para ajudá-los.

A Bíblia adverte que nos últimos dias, o mal na história da Terra vai se tornar novamente desenfreado. O pior terremoto de todos os tempos – um terremoto que irá abalar todo o planeta – situa-se bem diante de nós. Este terremoto será tão terrível que as montanhas do mundo irão achatar-se e as ilhas do mar irão desaparecer (Apocalipse 6:14; 16:18-20). No entanto, Deus já está alertando o mundo desta terrível calamidade que se aproxima. Ele está chamando as pessoas em toda parte para “adorar aquele que fez os céus e a terra, o mar e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7).

A questão-chave, como com todos os desastres que Deus faz é como vamos reagir. Seu convite continua de pé. Qual é a sua resposta?

Artigo escrito por William McCall, para a edição de Maio/2010 da Revista Signs of The Times. Traduzido pelo Blog http://www.setimodia.wordpress.com do artigo original “Does God Destroy”

Fonte: Sétimo Dia

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As eleições se aproximam e este é um momento crucial para o nosso país. É hora de nos mobilizarmos.

Educadores, educandos, colaboradores, donos de lan houses e amigos da Rede CDI, fazemos parte de um sistema que atua diariamente no desenvolvimento de ações que visam a melhoria das nossas comunidades em prol da transformação social. Este é um ótimo momento para nos reconhecermos como cidadãos ativos e participativos e promover ações para que as eleições desse ano elejam representantes sérios e responsáveis.

Acesse e divulgue sites como Ficha limpa, Voto consciente e Eleitor 2010, onde você vai encontrar informações sobre os candidatos às eleições deste ano, ou ainda, o site 10 Perguntas, onde você pode enviar e votar nas 10 perguntas mais importantes para os candidatos à Presidência.

Voto Consciente – http://www.votoconsciente.org.br/site/

Ficha Limpa – http://www.fichalimpa.org.br/

10 perguntas – http://www.10perguntas.com.br/

Eleitor 2010 – http://eleitor2010.com/

Trabalhe em sala de aula conteúdos que promovam o voto consciente…

Divulgue em sua lan house sites que ajudam a conhecer melhor o perfil dos candidatos às Eleições 2010…

Mobilize e incentive ações cidadãs em sua comunidade!

SEJA UM AGENTE DE TRANSFORMAÇÃO!!!

Por Rodrigo Baggio
Blog:
Momento Arrá

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SÃO PAULO – Mais de oito em cada dez brasileiros não sabem que é possível usar serviços bancários sem pagar por eles, revelou levantamento realizado pelo Idec (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) com mais de 470 internautas e divulgado nesta segunda-feira (9).
Tratam-se dos chamados “serviços essenciais”, que são imprescindíveis à livre movimentação da conta-corrente ou poupança e que, por isso, devem ser oferecidos de graça, de acordo com a Resolução 3.518/07, publicada em abril de 2008 pelo Banco Central.
A explicação para os brasileiros não saberem desses serviços, de acordo com o Idec, é a falta de comprometimento dos bancos em informar o cliente, principalmente sobre a possibilidade de abrir uma conta usando apenas esses serviços.
Para chegar a esta conclusão, o instituto avaliou a prática de dez instituições (Banco do Brasil, Banrisul, Bradesco, CEF, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Santander e Unibanco) e constatou que, em seis bancos, não é possível saber que serviços essenciais podem ser contratados isoladamente.
Os serviços essenciaisDe acordo com o Idec, os serviços essenciais devem atender consumidores que usam apenas operações bancárias básicas, para que possam manter uma conta sem ônus. Confira abaixo quais são eles:
  • Fornecimento de cartão com função de débito e segunda via, exceto em casos decorrentes de perda, roubo, danificação e outros.
  • Fornecimento de dez folhas de cheques por mês, desde que o correntista tenha os requisitos necessários à utilização de cheques.
  • Realização de até quatro saques por mês, em guichês de caixa, inclusive por meio de cheque, ou em terminal de autoatendimento.
  • Fornecimento de até dois extratos com a movimentação do mês em terminal de autoatendimento.
  • Consultas via internet (bankline).
  • Duas transferências de recursos entre contas na própria instituição, por mês.
  • Compensação de cheques e fornecimento ao cliente pessoa física, até 28 de fevereiro de cada ano, de extrato discriminando, mês a mês, as tarifas cobradas no ano anterior.

Origem: Yahoo! Finanças

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Recebo muitos e-mails e recados contendo textos que pedem para que a mesma mensagem seja repassada adiante, alegando que algo de muito bom aconteceu com a pessoa, e que irá acontecer com a gente, e caso não a repassemos para um determinado número de pessoas, estaríamos negando a Cristo, pois estaríamos sendo testados.
Creio que seja superstição, sim.

Não somos obrigados a pregar a palavra de Deus, pois o fazemos por fé e amor.

Sempre envio textos bíblicos e mensagens aos meus amigos.

E em meus perfis na internet eu dou meu testemunho de fé em Cristo.

Repasse a palavra de Deus para quantas pessoas puder, sem limitações de número ou quantidade.

Mas nunca com tom de ameaça ou cobrança, pois devemos fazer por fé e amor ao próximo, aos quais queremos que desfrutem das mesmas bênçãos de Deus, e que alcancem a mesma salvação na qual cremos e buscamos a cada dia.

Isto foi apenas um resumo do que poderia colocar aqui.

Que Deus nos abençoe nos dê entendimento e força, para que continuemos a buscar sua verdade e justiça.

Que Deus nos abençoe, amados e queridos amigos e irmãos em Cristo Jesus.

Abraço!

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Conheça o Dilma13

Oi,

Estou apoiando Dilma para presidente e achei que você gostaria de conhecer um pouco mais sobre ela.

Você pode também colaborar com a campanha, ver fotos, vídeos e ainda mandar comentários e fazer download dos materiais oficiais.

Clique aqui pra saber mais.

http://www.dilma13.com.br

Obrigado!

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Uma das opções para quem está indeciso sobre a escolha de candidato a deputado estadual ou deputado federal é votar no partido. Para isso, a legislação brasileira prevê o voto de legenda, pelo qual quem não escolheu um candidato específico vota na sigla. O eleitor que opta por esse tipo de voto digita na urna eletrônica apenas o número da agremiação partidária.
 
Os votos de legenda serão somados aos votos individuais, num cálculo chamado de quociente partidário – que determina quantas vagas em disputa ficarão com cada partido ou coligação partidária. No fim do processo, conquistarão mais cargos os partidos mais bem votados e, dentro deles, os candidatos mais bem votados.
 
Esse processo ocorre dessa forma porque o Brasil adota o sistema de eleição proporcional, que leva em conta tanto os votos recebidos pelo partido quanto os votos nominais em cada candidato.
 
Um dos efeitos colaterais do sistema proporcional consiste na eleição de candidatos que receberam número mínimo de votos individuais. Esse fenômeno ocorre quando o partido possui um “puxador de votos” forte, que consegue votação nominal alta e acaba favorecendo outros candidatos da mesma coligação.
 
O exemplo mais notório desse tipo de situação ocorreu na eleição do falecido deputado Enéas Carneiro, do extinto Prona (Partido da Reedificação da Ordem Nacional). Depois de disputar por três vezes a Presidência da República, com o bordão “Meu nome é Enéas”, ele se elegeu deputado federal, por São Paulo, com 1,57 milhão de votos. A votação extraordinária de Enéas permitiu que seu partido elegesse outros cinco deputados federais – um deles com apenas 275 votos.

Outra crítica recorrente ao sistema eleitoral brasileiro diz respeito à diferença de representação de estados na Câmara dos Deputados. Como exemplo, São Paulo, estado mais populoso, com 40 milhões de habitantes, tem 70 deputados.  Já o Acre, com menos de 600 mil habitantes, possui oito deputados. Em outras palavras, o voto do eleitor acreano equivale a 13 votos de paulistas.

A legislação brasileira estipula teto de 70 deputados por estado – caso de São Paulo – e piso de oito representantes. Essa regra acabou produzindo representação desproporcional, decorrentes da criação de novos e pouco populosos estados nas últimas décadas, tais como Acre, Roraima, Rondônia, Amapá, Mato Grosso do Sul e Tocantins.

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O sistema eleitoral brasileiro, que utiliza votação e contagem de votos por meio de urna eletrônica, é uma das mais bem-sucedidas iniciativas tecnológicas do país. Trata-se de um modelo único no mundo, campeão em agilidade na contagem dos votos e na divulgação de resultados.

A primeira tentativa de empregar computadores no lugar da urna de pano e da cédula de papel ocorreu em 1989,  em Brusque (SC), sob responsabilidade do juiz Carlos Prudêncio, que foi uma espécie de inventor do sistema. Essa experiência piloto inspirou o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a investir na introdução da eleição eletrônica em escala nacional.

Em 1995, o TSE formou uma equipe, composta por juristas e pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e do CTA (Centro Técnico Aeroespacial), de São José dos Campos, que definiram  as especificações da urna eletrônica e do sistema de votação.

A primeira votação com a urna eletrônica ocorreu em 1996, somente nas capitais. Cerca de 33  milhões de pessoas, que equivaliam a um terço do eleitorado, testaram a novidade. Nas eleições de 1998, o percentual subiu para dois terços do eleitorado, com a inclusão de cidades acima de 200 mil habitantes.

A partir do ano 2000, o projeto foi totalmente implantado e vem sendo usado sucessivamente, nas eleições de 2002, 2004 e 2006.  Com isso, o voto de papel e os prazos de semanas para totalização viraram coisa do passado. Os resultados já podem ser obtidos em questão de horas.

O sucesso do sistema brasileiro fez com que outros países o copiassem. Atualmente, Argentina, México, Paraguai, Equador e República Dominicana utilizam a urna eletrônica brasileira e recebem consultoria do TSE.

Além da rapidez e eficiência, a segurança é outra característica que se destaca na urna eletrônica. Em 2002, uma comissão de cientistas da Unicamp estudou detalhadamente o sistema e concluiu que ele  é “seguro, robusto e confiável”. Em 2009, o TSE promoveu um teste de segurança com a participação de hackers, que não conseguiram violar o sistema.

Entre seus vários requisitos de segurança,  a urna eletrônica emprega assinatura digital, certificado digital e criptografia. O sistema todo pode ser auditado em qualquer uma de suas fases.

Durante a votação, a rede do TSE é fisicamente isolada por meio de um sistema complexo de firewall, no qual são empregadas várias redes conhecidas como DMZ (abreviação, em inglês, da expressão “Zona Desmilitarizada”).

Algumas pessoas criticam a urna eletrônica ao afirmar que ela não permite a recontagem dos votos, pois não há voto em papel para ser recontado. Isso não é verdade. Desde 2003 existe o Registro Digital do Voto, que é o equivalente magnético ao arquivamento da cédula de papel. O arquivo é criptografado, possui cópia de segurança na urna e não permite que o eleitor seja identificado. Ele permite, sim, que haja recontagem de votos, quando necessário.

 

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